Ressecamento vaginal: o que é e quais as causas

Clareamento vaginal

A falta de lubrificação vaginal vai muito além de não estar fisiologicamente e emocionalmente preparada para uma relação íntima. Isso realmente acontece, mas existe uma disfunção contínua de secura vaginal, que leva a outras consequências além do desconforto no ato sexual.

Pode parecer óbvio, mas não é. De acordo com um estudo recente, 20% das brasileiras desconhecem totalmente o mal e 88% demonstram apenas um pequeno nível de conhecimento, mas não sabem que podem ter esta falta de lubrificação.

É aconselhável conhecer o próprio corpo e entender as transformações que ele passa ao longo do tempo para viver melhor. Entenda, então, o que é ressecamento vaginal, quais são as causas e os possíveis tratamentos.

Ressecamento vaginal: o que é e porquê acontece

A secura ocorre quando há um desequilíbrio no muco da vagina, que é uma espécie de película ou filme líquido presente no interior do canal vaginal e possui como função manter a mucosa íntima, ou seja, sua lubrificação.

A disfunção ocorre devido à baixa produção de estrogênio pelo organismo, comum em algumas fases como o aleitamento e o período da menopausa, quando há queda desse hormônio. Mas, o que o estrogênio tem a ver com isso?

Tudo! Ele estimula a produção de uma substância que serve de alimento para as bactérias do bem que ajudam a manter a flora vaginal saudável e com um pH adequado. O déficit no nível de estrogênio compromete esse ciclo, e a flora vaginal se desequilibra, deixando a parede vaginal mais fina, ocorrendo a secura.

Portanto, as principais causas do ressecamento vaginal são:

  • Menopausa e amamentação, pela queda hormonal que o corpo sofre;
  • Quimioterapia e radioterapia, que também interferem na produção de hormônios;
  • Uso de alguns antibióticos;
  • Candidíase e infecções, pois podem alterar a flora normal da vagina;
  • Alguns anticoncepcionais, que bloqueiam a produção de alguns hormônios;
  • Depressão, pois altera a libido e a flora vaginal.

Um simples ressecamento vaginal não pode ser considerado algo sério, mas precisa ser tratado. A disfunção normalmente ocorre devido à baixa do estrogênio, e causa vários outros sintomas. Confira.

Sintomas do ressecamento vaginal e tratamentos indicados

Além da dor e do desconforto no sexo, existem outros sinais que precisam de atenção:

  • Coceira: a sensação de coceira vem com a secura;
  • Sangramento: a mucosa da vagina fica vulnerável, por isso, podem ocorrer lesões, principalmente durante o sexo;
  • Ardência: por conta dessas lesões, a sensação de queimação também pode aparecer;
  • Dor ao urinar e infecções: o desbalanço do pH da região íntima pode gerar infecções causadas por bactérias da própria vagina, que crescem desproporcionalmente quando a flora local muda.
  • Perda de urina;

Algumas mulheres podem apresentar uma doença autoimune chamada Síndrome de Sjogren. Com a doença, falta lubrificação de mucosas e isso causa boca, olho e vagina muitos secos, entre outros sintomas.

No caso das mulheres com menopausa, 50% apresentam algum sintoma do ressecamento vaginal. A maioria não chega a se queixar para o médico por timidez ou por acreditar que os sintomas são naturais do envelhecimento e ela tem que conviver com o desconforto.

O tratamento dependerá do histórico da paciente. Apenas um médico especialista poderá indicar melhor tratamento. Alguns deles são:

  • Lubrificantes: não tratam o ressecamento, mas atuam na umidificação vaginal;
  • Pomadas ou medicamentos que contêm estrogênios e outros hormônios;
  • Hidratante vaginal: ajuda a reestabelecer o pH normal;
  • Reposição hormonal: tratamento para alívio do ressecamento vaginal e que podem auxiliar na contenção de outros sintomas da menopausa, por exemplo;
  • Laser: o tratamento a laser está em alta, pois recupera a elasticidade, a espessura e a umidade da vagina, estimulando a produção de colágeno. É indolor, não gera desconforto e os resultados são rapidamente percebidos.

Muitas mulheres não podem ou simplesmente não querem receber a terapia hormonal ou aplicar cremes vaginais todas as noites. Nesses casos, o laser tem um papel fundamental ao estimular o colágeno, aumentar a vascularização local, melhorar a incontinência e lubrificação.

Com o uso do laser, o primeiro sintoma a ser corrigido é a lubrificação. Elas ficam muito satisfeitas com a melhora da relação sexual. Mas, além de tudo, a lubrificação é sinal de restauração da fisiologia urogenital da mulher!

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Dra. Alice Jaruche Nunes

A dermatologista Alice Jaruche Nunes atua na Clínica Alice Jaruche Dermatologia, em São Paulo, SP. Seu contato é (11) 3090-4092 ou pelo site www.alicejaruche.com.br.

Sua formação inclui:

- Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP);
- Residência médica em Dermatologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP);
- Possui título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia;
- Pós-Graduação em Cirurgia Dermatológica pelo
- Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Dra. Alice Jaruche Nunes

About Dra. Alice Jaruche Nunes

A dermatologista Alice Jaruche Nunes atua na Clínica Alice Jaruche Dermatologia, em São Paulo, SP. Seu contato é (11) 3090-4092 ou pelo site www.alicejaruche.com.br. Sua formação inclui: - Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP); - Residência médica em Dermatologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP); - Possui título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; - Pós-Graduação em Cirurgia Dermatológica pelo - Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

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